Mulher pós-moderna: feminina, mãe, esposa, profissional…
Dá pra fazer tudo ao mesmo tempo com excelência?
Primeiro de tudo, temos que tomar muito cuidado com esta idéia de que “excelência” quer dizer “perfeição”. Desde que o famoso psicanalista Winnicott nos presenteou com a máxima “mãe suficientemente boa”, não há mais razão para pensarmos que ser mãe boa é dar tudo, ser 100% presente o tempo todo, não frustrar, saber e fazer tudo pelos filhos. Muito pelo contrário, ser “mãe suficientemente boa” é saber que há um limite do que podemos oferecer – desde que possamos oferecer uma quantidade e qualidade de relação, de carinho, de cuidado para com nossos filhos, é fundamental também podermos falhar, podermos ter outros interesses além da maternidade, termos outros relacionamentos além dos filhos. A mulher pós-moderna vem sendo pressionada a adicionar funções, sem acomodar os seus papéis anteriores.
Antigamente o papel da mulher era ser esposa, ser mãe, e cuidar da casa e da família; hoje, existe uma pressão para que continuemos exercendo todos estes papéis, adicionados à alguma atividade profissional (sem falar na pressão brasileira de estar linda, de cabelos pintados e unhas feitas…). Esta nova condição não é necessariamente boa nem ruim, pois vai depender de como a encararmos: encarar a “possibilidade” de trabalhar como uma liberdade adquirida, compreendendo que liberdade requer escolhas, e escolhas requerem perdas, nos indica que temos sim que ajustar as funções e os papéis da mulher pós-moderna. Mas isso não necessariamente quer dizer piorar, ou perder a excelência; a questão é aprender “como” fazer, fazendo concessões, utilizando a comunidade que nos cerca, delegando, aprendendo o que e a quem delegar. No trabalho, já está mais que provado que mulheres que são mães desenvolvem uma capacidade a mais, de ser “multi-task”, ou seja, de exercer várias funções ao mesmo tempo. Saber aproveitar os talentos e as possibilidades que todas estas funções da mulher pós-moderna nos proporciona é a melhor maneira de “fazer (um pouco de) tudo, com excelência”!
Algumas limitações existem sempre, a depender das condições e situações de cada mulher. Nem todas querem, ou podem gerir filhos, por exemplo. Nem todas tem como ou com quem deixar os filhos, para ir trabalhar. E nem todas tem a opção de escolher se querem ou não trabalhar! Mas limitações todos tem. O importante é conhecer quais as limitações que são verdadeiras, e quais são apenas amarras imaginárias – armadilhas que criamos para nos atrapalhar…
No Instituto Mãe Pessoa, criamos o conceito de “vida-bilidade”, que é a possibilidade de explorar os recursos máximos possíveis dentro da realidade de cada um – a viabilidade da vida de cada um! Ou seja, dadas as limitações de cada pessoa e de cada contexto familiar, quais são as oportunidades que podem ser exploradas? Como se pode aproveitar ao máximo a viabilidade da realidade de cada um? Quais as possibilidades e as escolhas que ainda podem ser exploradas em cada caso? Limitações trazem oportunidades novas, mas é importante estarmos abertos para enxergá-las!
Planejando a chegada dos filhos: como se preparar antecipadamente?
Hoje em dia ter filhos é uma opção. O importante é fazer essa opção de uma forma bem informada e consciente. Antigamente as mulheres engravidavam sem nenhum planejamento, hoje temos muitos recursos para que a gravidez possa vir quando estamos mais preparadas; ou melhor, menos despreparadas. A mulher que está planejando engravidar precisa estar preparada para as mudanças físicas, emocionais e até profissionais que a chegada de um filho pode acarretar. Quanto mais ela estiver preparada para flexibilizar com criatividade seu tempo, sua energia, suas prioridades, e atividades, mais confortável ela poderá ficar no papel de mãe. A dificuldade vem muitas vezes da mãe não saber como negociar essas duas frentes (a maternidade e a vida pessoal/profissional) que podem ser contraditórias. É importante que a mulher de hoje compreenda essa encruzilhada, para poder definir quais são as suas prioridades enquanto mãe, enquanto pessoa e enquanto profissional.
Psicólogas criadoras do Instituto Mãe Pessoa:
Sheila Skitnevsky-Finger, psicóloga clínica e psicanalista, com doutorado em Psicologia pela Massachusetts School of Professional Psychology (EUA). De volta ao Brasil depois de 10 anos em Boston, atende em consultório particular na Vila Madalena, em São Paulo; é sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa, onde ministra os cursos juntamente com Tania.
Tania Novinsky Haberkorn, psicóloga formada pela PUC-SP e mestrado em Psicologia Clínica na Universidade Antioch de Los Angeles, CA. Em 2005 retornou ao Brasil com a família e atualmente atende em consultório particular no Brooklin, em São Paulo; é sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa.
O Instituto Mãe Pessoa oferece cursos, treinamentos e coaching individual e em grupos, cuja missão é ajudar mulheres-mães-profissionais a administrar a situação múltipla da mulher de hoje, possibilitando um melhor desempenho em todas as suas áreas de vivência e atuação. O objetivo é possibilitar um espaço para reflexão e conhecimento em busca de novas maneiras de abordar, reinventar, e administrar criativamente a questão da mulher atual e da educação nos dias de hoje. O Instituto Mãe Pessoa oferece versões In Company, nas empresas; In House, em clínicas, clubes, condomínios, escolas e afins; e In Clinic, no consultório
site: www.maepessoa.com.br
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telefone: (11) 3804-3167




